Você certamente já leu e ouviu falar muito sobre o BIM (Building Information Modeling), certo?

Com um número de usuários crescente e aplicações cada vez mais sofisticadas, o BIM deve receber um impulso extra no Brasil a partir de 2021, quando as novas licitações deverão utilizar essa tecnologia para atender à exigência do Governo Federal. A expectativa é a de que 50% do PIB da construção civil adote o BIM até 2024.

Apesar dos avanços, ainda há muito desconhecimento em torno desta metodologia, o que dificulta sua disseminação no mercado. O post de hoje busca esclarecer, de modo bem didático, alguns destes mitos. Siga conosco:

1) BIM não é um software

Um erro comum é restringir o BIM a um software. O BIM é uma forma de se desenvolver um projeto que envolve um tripé formado por processos, pessoas e ferramentas. Para você ter uma ideia, é apenas neste terceiro grupo que estão os softwares.

É verdade que não é possível colocar a metodologia em prática sem softwares. Mas estamos falando sobre algo mais abrangente.

O professor Chuck Eastman, do Instituto de Tecnologia da Geórgia (EUA), tem uma definição interessante. Segundo ele, um dos pioneiros na pesquisa deste assunto, o “BIM é uma filosofia de trabalho que integra arquitetos, engenheiros e construtores  na elaboração de um modelo virtual preciso, que gera uma base de dados que contém tanto informações topológicas, como os subsídios necessários para orçamento, cálculo energético e previsão de insumos e ações em todas as fases da construção”.

2) BIM não traz vantagens apenas para engenheiros e arquitetos

É fato que o BIM agrega muitas vantagens para o trabalho de arquitetos, engenheiros, construtores e incorporadores. Mas os ganhos não ficam por aí. O BIM se apresenta como um modelo com diversas camadas de informação organizadas de forma sistemática. Essas informações podem ser acessadas em vários momentos, desde a concepção do empreendimento até no retrofit, ou mesmo no momento da demolição da construção.

Uma vez utilizado para elaboração de projetos e para a execução de obras, o modelo BIM permite fazer a gestão de toda a manutenção, sustentabilidade, segurança e operação do edifício. Vale lembrar que qualquer ganho de eficiência e redução de custos tem um impacto positivo muito grande para o administrador do empreendimento e para os usuários finais.

3) BIM vai muito além da modelagem 3D

Ao contrário dos softwares de modelagem 3D que digitalizam uma parte do processo, o BIM impacta todas as etapas de um projeto. Tanto é que modelos que contém apenas informações visuais em três dimensões não são considerados BIM.

Um objeto modelado em 3D muitas vezes funciona apenas como uma representação do modelo real, uma ferramenta de visualização. Quando se agrega a tecnologia BIM a esse modelo, ele passa a ter diversos objetos paramétricos com a adição das informações.

4) BIM não é uma tendência, mas uma realidade

Globalmente, o BIM já se tornou uma necessidade, um processo evolutivo sem volta. Em diferentes países, a metodologia vem sendo empregada por conta de vantagens como a maior precisão dos projetos, a economia de materiais e a maior velocidade na construção.

No Reino Unido, onde já se exige BIM Nível 2 (modelagem e interoperabilidade), a meta é chegar ao BIM Nível 3 (integração completa) até 2025. Na Coréia do Sul, desde 2016, todos os projetos públicos superiores a US$ 50 milhões requerem implementação do BIM.

No Brasil, entidades que representam a construção civil estão mobilizadas em prol da implementação da metodologia. Alguns exemplos são a ASBEA (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura) e o Sinaenco (Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva), que vêm promovendo eventos para a difusão do BIM. Há, também, a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), que elaborou uma coletânea de Implementação do BIM para Construtoras e Incorporadoras.

Neste post você pôde perceber que o BIM é um vetor de mudança e uma solução para muitos problemas da construção, capaz de aumentar a produtividade, viabilizar a automação de processos, reduzir custos e desperdícios e aprimorar o gerenciamento de informações sobre ativos construídos.

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Até breve!

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