A robótica, o machine learning e a inteligência artificial vêm sendo explorados para alavancar a produtividade na indústria em várias regiões do mundo. Ainda que com algum atraso, essa rota começa a se destacar também na construção civil. Na área de demolições, por exemplo, máquinas gerenciadas por controle remoto são utilizadas em substituição a humanos em atividades de risco. Em menor grau, vemos equipamentos robotizados capazes de se integrar a um modelo BIM (Building Information Modeling) para avaliar áreas automaticamente e fazer perfurações.
O espectro de soluções é amplo, desde máquinas controladas por operário, até soluções autônomas, que não exigem qualquer intervenção. Alguns modelos são programados para realizar ações repetidas estabelecidas por rotinas pré-programadas. Outros são mais flexíveis, com câmeras ligadas a computadores ou controladores.

PRINCIPAIS TIPOS DE ROBÔS

De forma simplista, um robô é um dispositivo que, de acordo sua programação, pode desenvolver determinadas atividades. O termo também é usado para manipuladores que têm um sistema de controle e são capazes de executar operações de uma forma autônoma.
A Associação de Robôs Industriais do Japão distingue os equipamentos em seis categorias com diferentes graus de complexidade.

  • Manipulador – Dispositivo manipulado por um operador.
  • Robô de sequência fixa – Realiza as sucessivas etapas de uma tarefa de acordo com um método predeterminado e invariável.
  • Robô de sequência variável – Trata-se de uma evolução do robô de sequência fixa.
  • Playback robô – Nesse tipo de máquina, o operador realiza a tarefa manualmente, guiando ou controlando um robô que memoriza a trajetória. Só então o robô pode reproduzir a tarefa de modo automático.
  • Robô de controle numérico – O operador humano introduz um programa no robô para que ele realize as atividades repetidamente.
  • Robô inteligente – Tem meios para compreender o seu ambiente e habilidade para completar com sucesso uma tarefa, mesmo que haja variações nas condições que o rodeiam.

Na construção civil, o que vemos são basicamente exemplos de robôs acionados por controle humano ou por programação prévia. Além da área de demolição, é possível citar, também, máquinas autônomas que fabricam componentes de edifícios, como paredes pré-fabricadas, e os robôs manipuladores utilizados na execução de soldas de estruturas metálicas.
Em mercados mais desenvolvidos, a robótica vem sendo aproveitada na construção de paredes de alvenaria. Segundo dados de uma desenvolvedora norte-americana, a Construction Robotics, essas máquinas podem aumentar a produtividade em até cinco vezes e reduzir pela metade custos com mão de obra. Mas vale ponderar que estamos falando de máquinas estacionárias que apresentam limitações para operação.

DESAFIOS DE IMPLANTAÇÃO

O uso de equipamentos automatizados e robotizados na construção civil pode trazer diversos benefícios. Ganhos de produtividade, redução de desperdícios, acesso a locais difíceis, e redução de acidentes no trabalho são algumas vantagens notáveis.
Mas para que esses benefícios se concretizem, são necessárias algumas transformações no processo de projeto e execução dos empreendimentos. A qualificação da mão-de-obra, por exemplo, ainda é um ponto de preocupação.
Além disso, a produtividade de uma obra deve ser tratada de forma holística. Afinal, de nada adianta mecanizar uma etapa e ter perdas de produtividade na etapa subsequente.

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