Aumento da produtividade, melhor análise do projeto e resolução de incompatibilidades. Esses são motivos que explicam a inserção cada vez maior do BIM (Building Information Model) em projetos de infraestrutura urbana, inclusive no Brasil. 

O Decreto 10.306, de 2 de abril de 2020, veio para dar um impulso extra ao uso da modelagem 3D no país. Isso porque estabelece sua utilização na execução direta ou indireta de obras e serviços de engenharia realizados pelos órgãos e pelas entidades da administração pública federal. 

Já em vigor, o Decreto faz parte da Estratégia Nacional de Disseminação do Building Information Modelling, lançada em 2018 pelo Governo Federal para promover a inovação na indústria da construção. Ele estabelece prazos para a implementação gradual do BIM, da seguinte forma:

  • Fase 1 – A partir de 1º de janeiro de 2021 – Prevê o uso do BIM no desenvolvimento de projetos de arquitetura e engenharia, detecção de interferências físicas e funcionais, extração de quantitativos e geração de documentação gráfica.
  • Fase 2 – A partir de 1º de janeiro de 2024. Amplia o uso do BIM para a orçamentação, planejamento e controle da execução de obras. Também prevê o uso do modelo para as built.
  • Fase 3 – A partir de 1º de janeiro de 2028. Estende a aplicação do BIM para o gerenciamento e a manutenção do empreendimento após a sua construção.

Por que investir no BIM?

O BIM é  um conjunto de tecnologias e processos integrados que permite a criação, a utilização e a atualização de modelos digitais de uma construção. Tudo isso de modo colaborativo e servindo, potencialmente, para todo o ciclo de vida da construção.

Em obras de infraestrutura, que geralmente envolvem projetos de alta complexidade e financiamentos elevados, a modelagem da informação pode agregar ganhos que vão da melhor qualidade do projeto, a uma construção mais assertiva com relação à qualidade, custos e prazos.

Na infraestrutura de transportes, por exemplo, ferramentas BIM vêm sendo aproveitadas para elaboração de projetos preliminares, análise topográfica, projetos executivos, drenagem, entre outras aplicações. Em projetos como a construção de corredores de ônibus e de linhas de metrô, o BIM vem sendo fundamental para minimizar problemas de coordenação entre as diversas partes envolvidas, reduzindo retrabalhos, riscos e custos.

Quando integrada a dispositivos laser scanning e drones, a modelagem 3D pode, ainda, gerar nuvens de pontos para apoiar tanto o desenvolvimento de projetos, quanto o acompanhamento de obras. Em estruturas como pontes, viadutos e estações de tratamento de esgoto, o BIM é uma ferramenta valiosa para prolongar a vida útil e facilitar intervenções para manutenção.

BIM em obras públicas

Em São Paulo, a companhia de saneamento estadual vem utilizando a modelagem 3D para melhorar a gestão e a fiscalização de obras de estações elevatórias de esgoto. De forma semelhante, outros órgãos e empresas, como Infraero, Petrobras, DNIT e secretarias estaduais, vêm apostando no BIM visando reduzir desperdícios, dar mais transparência às contas públicas, elevar a confiabilidade nas estimativas de custos e no cumprimentos dos prazos, bem como diminuir erros e imprevistos que levem a aditivos contratuais.

Hoje falamos brevemente sobre aplicações do BIM em projetos de infraestrutura urbana. Esse artigo foi útil para você? Não deixe de compartilhar suas impressões conosco em nosso espaço de comentários.
Até breve!

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