Se você é um profissional que atua na indústria da construção, já sabe que o BIM (Building Information Modeling) é um processo que inova completamente a maneira de projetar e executar obras. Cada vez mais utilizada no Brasil, como mostra estudo do IDC, sob encomenda da Autodesk, a modelagem da informação tem uma vocação integradora, reunindo diferentes funcionalidades.

É natural que, conforme essa tecnologia amadurece, recursos mais sofisticados passem a ser explorados. Entre os mais interessantes está a possibilidade de vincular informações relacionadas à eficiência energética e à contabilidade de emissões ao modelo 3D, contribuindo para a sustentabilidade das edificações e facilitando a obtenção de certificações verdes.

SUSTENTABILIDADE E ENERGIA

Você sabe que reduzir o consumo energético dos edifícios é um objetivo que deve ser perseguido por todos os agentes da construção civil. Primeiro pela necessidade de reduzir impactos ambientais. Não custa lembrar que a indústria da construção é intensa consumidora de energia. De acordo com o Balanço Energético Nacional (BEM 2019), no Brasil, as edificações residenciais, públicas e comerciais consomem cerca de 50% da eletricidade consumida em todo o país. Além disso, é sempre desejável reduzir os gastos para o usuário final, não é mesmo?

POR QUE O BIM PODE AJUDAR?

Entre seus múltiplos recursos e dimensões, o BIM pode analisar o consumo de energia do edifício e apresentar estimativas ainda nos estágios iniciais do projeto. Isso é extremamente importante para subsidiar a tomada de decisão.

À medida que o modelo é concebido, a tecnologia pode incorporar informações sobre as propriedades ambientais dos materiais e soluções. Isso significa que a modelagem da informação pode ser usada para realizar avaliações relacionadas às especificações de projeto, por meio da verificação dos percentuais de materiais ambientalmente responsáveis, por exemplo.

De modo objetivo, o BIM permite a realização de:

  • Análises energéticas e simulações de consumo de energia em diferentes situações;
  • Estudo térmicos e de ventilação natural;
  • Estudos lumínicos. As ferramentas permitem simular o resultado obtido com diferentes tipologias lâmpadas e tamanhos de aberturas, analisando a quantidade de lux distribuída, etc;
  • Estudos de sombreamento;
  • Com isso, a tecnologia pode proporcionar três importantes ganhos:
  • Redução do consumo de energia ao longo da vida útil da edificação;
  • Tomada de decisão mais assertiva relacionada à instalação de componentes durante o processo de concepção;
  • Gerenciamento operacional do edifício mais racional após a entrega.

O BIM COM FOCO EM SUSTENTABILIDADE

No desenvolvimento de edifícios comerciais na Ásia e na Europa, os modelos BIM vêm sendo utilizados principalmente na concepção de vedações e superfícies envidraçadas. A consultoria Arup, por exemplo, vem trabalhando com a modelagem da informação em projetos como o da torre comercial da Henderson Land Development, em Hong Kong. Nesse caso, a tecnologia ajudou a compreender a melhor forma de minimizar a entrada de luz solar no edifício e simular diferenças de desempenho da fachada com diferentes tipologias de vidros e soluções de sombreamento. O BIM também foi útil, no empreendimento, para reduzir a pegada de carbono do projeto e da operação da torre.

Ao aperfeiçoar a compatibilização dos projetos, o BIM, por si só, já gera uma economia de insumos e evita retrabalhos e desperdícios na obra. Mas você pode perceber, no post de hoje, que a abrangência da modelagem pode ir além.

A tecnologia pode assumir um papel protagonista em projetos que visam minimizar as emissões de dióxido de carbono e reduzir o consumo global de energia, diminuindo, consequentemente, os custos do ciclo de vida, entre outros indicadores ecológicos.

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