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Desde 2003 desenvolvendo soluções tecnológicas e de TI voltadas para a cadeia da construção civil, a Autodoc completa 18 anos com uma trajetória marcada por um modelo de negócios totalmente dedicado a seus mais de dois mil clientes. 

Ao longo dessa jornada, muitas transformações ocorreram, especialmente com relação ao desenvolvimento de novas tecnologias. 

Na entrevista a seguir, a engenheira Ana Cecília Sestak Ribeiro, CEO da Autodoc, conta mais sobre a evolução do mercado e da empresa, que tem a inovação em seu DNA e tornou-se referência no setor. 

Continue conosco para conhecer mais sobre essa história:

Os softwares Autodoc são ferramentas de trabalho de mais de 350 mil profissionais. Como a empresa chegou a esse patamar?

A Autodoc surgiu da visão de que a solução para muitos problemas enfrentados pelas empresas da construção civil passa pela tecnologia. Começamos com uma parceria estratégica com o CTE (Centro de Tecnologia de Edificações), realizando alguns jobs de tecnologia. Estar com o CTE foi muito positivo porque tivemos a oportunidade de aprofundar os nossos conhecimentos sobre questões relacionadas à qualidade e aos controles. As coisas começaram a acontecer e, em um certo momento, olhando a implantação dos processos de Sistema de Gestão da Qualidade, detectamos a oportunidade de automatizar alguns processos. Inicialmente criamos um site para organizar documentos. Depois, nos voltamos para o backoffice desse site, para que ele tivesse conexão com o banco de dados e pudesse ser programado conforme o fluxo de trabalho da construtora. Esse trabalho culminou, em 2004, no Autodoc Qualidade.

Foram muitos desafios nesse início de jornada?

No começo foi difícil porque a gente não tinha esse mercado evoluído de infraestrutura que temos hoje. Além disso, quando lançamos o Autodoc Qualidade, enfrentamos resistência porque as empresas tinham o hábito de comprar software em caixas. O conceito de SaaS (Software as a Service) era muito incipiente. Houve quem dissesse que não teríamos sucesso.

Como essa história continuou?

Começamos com os clientes captados em parceria com o CTE. Mas rapidamente começamos a receber clientes de outras consultorias e vimos que tínhamos um mercado muito demandante de tecnologia. Em 2006 lançamos o Autodoc Projetos, que hoje é o nosso principal produto.

Ao longo desses anos vocês viram, também, o número de concorrentes crescer.

Isso é ótimo. Temos alguns concorrentes no Brasil que são profissionais inteligentes e éticos. No dia a dia, a gente aprende com eles e eles aprendem conosco. É claro que há, também, aqueles que não são adeptos às melhores práticas, o que é danoso para o mercado e, principalmente, para os contratantes. Mas quanto mais construtechs tivermos, melhor. Primeiro porque há muitas dores do setor que podem ser resolvidas com tecnologia. Depois porque adoramos um desafio. Do contrário, não estaríamos nesse setor.

Carregar na bagagem o conhecimento acumulado em 18 anos com foco inteiramente voltado para a construção civil é um diferencial, não?

Ao longo dessa jornada aprendemos muito e, também, erramos bastante. Este é um processo natural para quem tem mentalidade de startup. Foram muitas tentativas de projetos e protótipos que deram errado. O que sobrou desse esforço foi muito aprendizado que nos permitiu conciliar o fazer bem-feito a soluções inovadoras. A gente se impõe muitos desafios e fica obstinado em encontrar a melhor solução para os nossos clientes.

“ A gente se impõe muitos desafios e fica obstinado em encontrar a melhor solução para os nossos clientes”.

Como o portfólio da Autodoc foi se ampliando depois do Autodoc Qualidade e do Autodoc Projetos?

Em 2007 lançamos o Autodoc FVS que, inicialmente rodava em palms. Nos anos seguintes fizemos a migração dessa plataforma para os sistemas Android e iOS. Essa foi uma transformação importante. Em 2017 lançamos o GD4, que logo passou a responder por uma parcela importante do nosso faturamento. Desenvolvemos, mais recentemente, um device baseado em IoT (Internet das Coisas) que funciona como um cérebro das catracas de acesso e roda muito bem com o sistema GD4. Também em 2017, percebendo uma movimentação do setor em direção ao BIM, colocamos no mercado o Autodoc Projetos 4BIM.

Qual é o futuro da Autodoc? No que vocês estão trabalhando no momento?

O BIM é uma realidade para a qual devemos estar prontos. Também queremos aperfeiçoar o Autodoc Projetos para ele ficar cada vez mais forte e funcional. Internamente, temos feito um trabalho para mapear como podemos contribuir mais para os nossos clientes. Um dos caminhos é trabalhar com os dados e fazer com que eles gerem mais valor para os projetos.

Você enxerga oportunidades para a inserção de novas tecnologias no setor da construção?

Há muito espaço para novas tecnologias, especialmente para as relacionadas à imagem. O canteiro de obras é um ambiente muito propício para trabalhar com imagem e com inteligência artificial. Não estou dizendo que será uma transformação fácil, nem que isso vai acontecer amanhã. Mas as tendências apontam para isso. Já há empresas no exterior com câmeras acopladas aos capacetes para captar imagens para controle de serviços e fazer o checklist das atividades através de imagens. Acredito muito em tecnologias que sejam fluídas, facilmente aderentes às pessoas do canteiro, especialmente àquelas que estão na ponta da obra.

“Acredito muito em tecnologias que sejam fluídas, facilmente aderentes às pessoas do canteiro, especialmente àquelas que estão na ponta da obra”.

Para celebrar seus 18 anos, a Autodoc preparou um vídeo especial contando mais sobre a trajetória da empresa que nasceu como uma startup de soluções digitais para canteiros de obras.  Clique aqui e confira!

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