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O BIM (Building Information Modeling) é uma realidade na cadeia da construção e se tornará condição excludente para quem quer atuar no mercado em futuro bastante próximo. “Quem conseguir trabalhar com BIM terá condições de acesso ao mercado mais privilegiadas, poderá desenvolver projetos mais rentáveis e conseguirá oferecer entregáveis de melhor qualidade”, diz a consultora e pesquisadora Laura Lacaze, gerente do Projeto BIM Colaborativo.

Nesse bate-papo, Lacaze e o consultor Rogério Suzuki, da Vistta|S Consultoria, falam sobre os principais desafios enfrentados por pequenas e médias empresas em suas jornadas BIM. A educação entendida de forma ampla, tratando não apenas os aspectos técnicos, mas também os gerenciais e estratégicos, é um deles. Continue conosco para saber mais:

Como vocês enxergam a adesão ao BIM na construção civil brasileira?

Hoje o BIM é um tema conhecido por boa parte do mercado, muito diferente do que acontecia há cinco anos. No entanto, ele é realidade para uma pequena fração desse mercado e uma incógnita para a maior parte das empresas. O que traz o BIM Colaborativo à cena é o entendimento de que o maior obstáculo à difusão da modelagem da informação é definir estratégias de implementação que apoiem a transformação de pequenas e médias empresas.

Quais são as maiores dificuldades enfrentadas por pequenos e médios empresários?

Eles têm desafios próprios que são muito distintos dos enfrentados pelas grandes companhias. Começa pela falta de tempo para pesquisar, conhecer, aprender, treinar, enfim, para construir bases para tomar decisões estratégicas. Um segundo desafio, também relacionado à limitação de tempo, é entender quais alternativas tecnológicas estão disponíveis. Há múltiplas soluções e o empresário não consegue compreender as funcionalidades de cada uma delas. 

O aspecto financeiro também é uma barreira?

Sim. A terceira restrição tem a ver com o investimento. Mas toda transformação, especificamente as digitais, tem um comportamento diferente à medida que a progressão dos usuários aumenta. Um dos desafios dos pioneiros do BIM é que eles desenvolvem atividades, se capacitam, compram licença, mas não têm para quem vender. Isso gera frustração e impede a possibilidade de treinar a colaboração avançada. Pensando nisso, o BIM Colaborativo oferece um módulo-piloto, onde seis empresas desenvolvem um projeto de maneira colaborativa, desde a modelagem da arquitetura ao orçamento 5D. Com isso, é possível treinar a colaboração avançada e entender pontos que só aparecem com a prática do trabalho simultâneo. Ao mesmo tempo, trata-se de uma oportunidade para testar uma plataforma tecnológica sem ter que fazer investimento. Ao final do trabalho, o profissional pode avaliar se a solução utilizada, de fato, atende suas necessidades.

O que levou à criação do BIM Colaborativo? 

O BIM Colaborativo começou com uma iniciativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) ao publicar, em 2016, a coletânea “Implementação do BIM para Construtoras e Incorporadoras”, um marco quando falamos em ações de fomento à adoção BIM no mercado nacional. Em seguida, participamos do RoadShow de divulgação desse material, passando por mais de 19 cidades e atingindo mais de 4 mil participantes da cadeia produtiva.

A partir do convite da CBIC, a VisttalS Consultoria desenvolveu uma metodologia de iniciação orientada e coletiva no BIM, denominada BIM Colaborativo. Ao longo do 2021, o projeto potencializou a jornada BIM de 50 empresas e mais de 100 profissionais do setor.

Por que a colaboração ainda é um ponto crítico quando o tema é BIM?

É necessário desenvolver habilidades de colaboração. Há dificuldades técnicas básicas porque as pessoas nem sempre conhecem as ferramentas e o suporte tecnológico para uma prática colaborativa. Em geral, o projetista está mais focado no desenvolvimento da sua fração do modelo do que na interação com os demais agentes. Ainda há o vício de aplicar no BIM as mesmas práticas do 2D. Mas essa lógica não funciona mais! É fundamental, nesse sentido, ter um BIM Mandate como ferramenta de trabalho, estabelecer critérios e condições, enfim, as regras do jogo.

Qual é a importância da parceria do BIM Colaborativo com a Autodoc?

As plataformas tecnológicas são um dos principais pilares de uma implantação BIM e desde o início, encontramos grande apoio dos principais desenvolvedores de softwares. A Autodoc se une a este rol de parceiros que investem valiosos recursos em prol da democratização do BIM no Brasil. Sem a participação ativa das empresas de tecnologia, é impossível pensar um cenário de fortalecimento de um BIM aberto e para todos.

CONVITE #BIMEMFOCO

Na próxima quinta-feira (24/02), às 17h Rogério Suzuki – sócio da Vistta|S, e Conselheiro Interino do BFB, iniciará o ciclo 2022 do #BIMEMFOCO, tratando das principais dores de quem está procurando conhecer e se atualizar sobre softwares BIM.
O evento é gratuito e para assistir basta acessar o link Link para a transmissão:

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