A pandemia de coronavírus (Covid-19) está virando a sociedade do avesso e impondo uma série de desafios que deverão ser superados pelos próximos tempos.

No caso da construção civil, uma das primeiras dificuldades é manter a produção e atenuar os efeitos sociais e econômicos, sem expor os colaboradores ao risco de contaminação.

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em conjunto com centrais sindicais, fez uma lista de recomendações a serem adotadas pelas empresas para o enfrentamento do coronavírus nos canteiros.

Como manter os trabalhadores longe do Covid-19?

Na visão da CBIC, não há indicação de paralisação das atividades pela construção civil. Primeiro porque os canteiros costumam ser locais abertos e arejados. Depois porque, no ambiente da obra, é possível manter distância entre os trabalhadores, que por sua vez já estão habituados ao uso de equipamentos de proteção como luvas, máscaras e capacetes.

Isso não significa que medidas de prevenção devam ser negligenciadas. Muito pelo contrário. Entre as ações mais importantes a serem implantadas neste momento destacam-se:  

  • Disponibilização de itens como álcool gel e lavatórios com água e sabão;
  • Higienização de ambientes e equipamentos em menores intervalos de tempo;
  • Mudança nos turnos e horários de refeição para evitar aglomerações; 
  • Home office para as pessoas que não trabalham nas atividades de produção;
  • Buscar acordos locais para evitar que os trabalhadores usem o transporte coletivo nos horários de pico;
  • Orientar os trabalhadores sobre práticas de prevenção, em especial sobre o uso do álcool gel no início dos trabalhos e, pelo menos, a cada duas horas;
  • Manter ventilados os ambientes de trabalho que não estão a céu aberto;
  • Restringir a entrada e circulação de pessoas que não trabalham no canteiro, especialmente fornecedores de materiais;
  • Adotar, temporária e emergencialmente, o ponto por exceção, conforme previsão legal, para evitar aglomeração de pessoas em volta dos equipamentos de marcação no início e no final de expediente;
  • Determinar aos gestores de contratos e aos subcontratados que notifiquem qualquer afastamento que ocorrer por suspeita da doença.
  • Afastamento imediato, com encaminhamento ao serviço médico, de pessoas que apresentem sintomas relacionados ao Covid-19;
  • Afastamento imediato dos trabalhadores que integram o grupo de risco da doença: pessoas com mais de 60 anos ou que apresentem condições de saúde pré-existentes, como diabetes, hipertensão ou com problemas respiratórios.

Outras práticas recomendadas

Em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, algumas construtoras vêm adotando medidas adicionais em seus canteiros, como a medição da temperatura corporal a laser de todos os trabalhadores a cada turno. 

Também vem sendo implantada a redução do número de pessoas que utilizam o transporte vertical simultaneamente. Sobre esse último ponto, o Sinduscon-SP sugere limitar o número de pessoas trafegando nos elevadores fechados (até dois colaboradores) e nas cremalheiras (até quatro pessoas).

Conte-nos, o que você tem feito para lidar com a pandemia de coronavírus na sua empresa? Compartilhe suas impressões conosco no espaço de comentários! E não deixe de acompanhar os próximos conteúdos.

Cuide-se e até breve!

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